O PROJETO

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    As vivências em espaços híbridos ganharam evidência nas primeiras décadas dos anos 2000, concomitante ao avanço do acesso a meios de comunicação digitais.  O filósofo chinês Yuk Hui (2016, p. 7), afirma em seus textos que “...nós humanos sempre vivemos em ambientes híbridos, rodeados de objetos naturais e artificiais”. Ou seja, a experiência humana, é regida por um “sistema dinâmico” de interação constante com máquinas, dispositivos e interfaces. Conquanto, o entendimento real de viver, conviver e explorar a hibridade vem se fazendo presente nos períodos de isolamento e distanciamento social, dados pela crise de saúde mundial que teve início no ano de 2020.

      Pierre Levy, sociólogo francês, já abordava no decorrer da década de 1990 a potencialidade do espaço virtual como um lugar de encontros, que rompiam com a barreira do espaço concreto e do tempo. A percepção do sociólogo apontava um tempo em que os meios digitais seriam nossa principal interface de comunicação. E mesmo sem prever as circunstâncias, Levy (1999) se preocupava com a qualidade das pesquisas e produções dos espaços virtualizados assim como a formação dos usuários, a fim de que o virtual pudesse ser um outro formato educativo provido pela inteligência artificial.

       Acredita-se, nessa investigação, que a cidade foi palco dessa transição, onde as modificação dos cenários podem ser visualizada por meio das transformações urbanas. De forma ampliada seria possível abrir um diálogo desde a reestruturação para recepção de aparatos tecnológicos até o comportamento humano. Aqui, tendo como campo de análise e experimentação o bairro Poço da Panela na zona norte da cidade do Recife em Pernambuco, debruça-se sobre o estudo da potencialidade educativa das narrativas híbridas criadas em percursos urbanos, buscando compreender a cidade como um lugar de memórias que abriga diferenças culturais, histórias e significações.